domingo, 10 de agosto de 2014

98

(Gustavo Henrique de Mendonça Ferreira Filho)

Quero um MB pra ficar animadão
É difícil, eu sei, não perca a animação
Talvez tenha que me dedicar

O assunto é sempre o mesmo, preste atenção
Não tem nada na cabeça, só no coração
Cansei, deixei pra lá

MB é muito bom
Sei que você vai querer também
Cuidado pra não se apegar
Nem sempre dá, meu bem

Pra quem se dedica
À mente insana
98 é um prêmio
00 só com cana

98 é L
Nem todo mundo vai alcançar
Sou um bom aluno,
Mas sugou correr atrás

89 ou 98, MB ou L
Foda-se essa merda, é tudo mais que R
MB, bem mal, nem adianta fazer prece
Pega sua herança e faz teu alicece

98 é L
Nem todo mundo vai alcançar
Sou um bom aluno,
Mas sugou correr atrás

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Só suas mãos

(Gustavo Henrique de Mendonça Ferreira Filho)

Há alguns anos, um amor
Me despertou e me abraçou
Não resisti em falar
Veio logo a me beijar

Éramos juntos em tudo
Estávamos de bem com o mundo
Derrotávamos impecilhos
De mãos dadas pelos trilhos

Tinha um jeito bem distinto
Me cativava era o destino
Estar com você
Era o meu maior prazer

Então acordei...
Te amar martirizou assim
Sonhei...
Eram só suas mãos em mim

(FEV/2014)

sábado, 4 de janeiro de 2014

Quase declaração

(Gustavo Henrique de Mendonça Ferreira Filho)

Já faz algum tempo que eu não conhecia alguém assim
Uma moça linda por fora e por dentro mexeu com algo dentro de mim
Ela dizia não saber o que queria para fazer seu futuro feliz
E também que sua primeira opção para tal nem sempre quis

Disse que só sabia o que gostava quando, de fato, experimentava
Dei-lhe uma ideia e sua cabeça então embaralhou
Com pouco tempo, sua mente indecisa estava
Meu coração, entretanto, decidido ficou

Perguntou-me se a solidão era uma espécie de mal meu
Nesse momento mudei o assunto e, de repente, meu peito tremeu
Há muito tempo não sentia isso por medo de na solidão ficar novamente
Pelo mesmo motivo não disse à moça meus sentimentos sinceramente

A moça de fato roubou minha noite, meu sono e minha tranquilidade
Mais uma vez não houve espaço para uma declaração
Meus versos saíram tortos assim como os de alguém com pouca idade
Oh moça, o que você fez comigo? Por favor, devolva meu coração!

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Vento, Violões, Clichê

(Gustavo Henrique de Mendonça Ferreira Filho)

Quero deixar o vento me levar
Pra outro lugar em que a paz esteja
Mas será que a paz vai solucionar?
Ao menos é o clichê que todos dizem: "que seja!"

Ouço vozes de outras décadas invadindo meu ser
Se elas estiverem certas, vamos, aos poucos, morrer
Tenho calos em meus dedos, não aguento mais segurar
Uma caneta com sangue vermelho que espirra tinta sem parar

Meses para o confronto, talvez "ready" eu não estarei
A consciência pesa sempre que vejo aquele cara "meu rei!"
Talvez os vírus sejam a solução para a caminhada
Eles se espalham e, de uma vez, acabam a escalada

Tal subida é uma farsa, bilhões e bilhões têm essa certeza
A única que temos nessa vida é que domingo tem cerveja
Bohemia, Bavária, Skol ou Brahma
Com um colarinho branco vou finalizar numa cama

Onde estão as vozes velozes dos violões?
Quero ouvir mais uma vez o som do vento
Será que o problema é o mal nos corações?
O clichê perdura a todo momento

Venderam nosso subsolo

(Gustavo Henrique de Mendonça Ferreira Filho)

Venderam nosso subsolo
Não sabemos o que fazer
Guarani será o próximo
Quando a água desaparecer

Eles disseram que iam lutar
Ao lado do povo estar
Mas agora são iguais aos outros
Dentro de esquemas tortos

Estrela do meu coração
Agora sufoca o pulmão
Uma ave finge querer ajudar
Pão e circo querem nos dar

Venderam nosso subsolo
Não sabemos o que fazer
Guarani será o próximo
Quando a água desaparecer

Prometeram 5 mudanças
As 7 esferas dão mais esperanças
O Dragão teria dificuldade
Em acabar com tanta barbaridade

Pais, protejam seus filhos
Se não vão ficar iguais aos índios:
Donos da terra, donos de nada
Nem de seu solo, nem de seu subsolo

Venderam nosso subsolo
Não sabemos o que fazer
Guarani será o próximo
Quando a água desaparecer

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O filho do homem

(Gustavo Henrique de Mendonça Ferreira Filho)

Era primeiro da escola,
parecia saber.
Dez anos se passaram,
viu nada acontecer.
Vergonha na cara
não tinha não
e o futuro brilhante
escorria pelo chão.
Era um Brás Cubas da vida,
vadiava por aí.
Era filho do homem
que só queria trair.
Vivia pelas festas
era um vulgo putão.
Banheiro público, de fato,
seu coração.

Ele era um Cubas:
Brás Cubas.

Pataca era seu mestre.
Tornou-se um aprendiz.
Das peripécias do mundo
que ele sempre quis.
Não deixou sua miséria
em nenhum embrião.
Fez um favor pra humanidade:
Menos Corrupção!
Se safar sem trabalhar,
seu objetivo.
Não sabe o quanto
o mundo é sofrido.
Deixa tudo nas mãos
da sua religião.
...
Não existe não...

Ele é um Cubas:
Brás Cubas.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Mamãe, não chore

(Gustavo Henrique de Mendonça Ferreira Filho)

Mamãe, não chore
Te amo tanto
Mesmo tão longe do seu coração

Quero lhe falar
Sobre meus pensamentos
Eles fervilham e criam discussão

Entretanto, mãe.......mãe!
Venho lhe falar.......lhe falar!
Divergimos nos pensamentos
Convergimos no sentimento

Acima de qualquer coisa
Mantenho sempre minhas escolhas
Espero que um dia possa entender
Nem um mais conflito venha ocorrer

Mamãe, não chore
Volto logo pra casa
O trabalho forte faz cansar

Tenho um objetivo maior
Não se preocupe, é melhor
Nenhuma revolução vai atrapalhar

Não sou de lá nem de cá
Apenas tento mudar
Ideologias não existem mais
A Filosofia é quem nos faz

Mamãe, não chore
Te amo tanto...