Quero deixar o vento me levar
Pra outro lugar em que a paz esteja
Mas será que a paz vai solucionar?
Ao menos é o clichê que todos dizem: "que seja!"
Ouço vozes de outras décadas invadindo meu ser
Se elas estiverem certas, vamos, aos poucos, morrer
Tenho calos em meus dedos, não aguento mais segurar
Uma caneta com sangue vermelho que espirra tinta sem parar
Meses para o confronto, talvez "ready" eu não estarei
A consciência pesa sempre que vejo aquele cara "meu rei!"
Talvez os vírus sejam a solução para a caminhada
Eles se espalham e, de uma vez, acabam a escalada
Tal subida é uma farsa, bilhões e bilhões têm essa certeza
A única que temos nessa vida é que domingo tem cerveja
Bohemia, Bavária, Skol ou Brahma
Com um colarinho branco vou finalizar numa cama
Onde estão as vozes velozes dos violões?
Quero ouvir mais uma vez o som do vento
Será que o problema é o mal nos corações?
O clichê perdura a todo momento
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