quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Vento, Violões, Clichê

(Gustavo Henrique de Mendonça Ferreira Filho)

Quero deixar o vento me levar
Pra outro lugar em que a paz esteja
Mas será que a paz vai solucionar?
Ao menos é o clichê que todos dizem: "que seja!"

Ouço vozes de outras décadas invadindo meu ser
Se elas estiverem certas, vamos, aos poucos, morrer
Tenho calos em meus dedos, não aguento mais segurar
Uma caneta com sangue vermelho que espirra tinta sem parar

Meses para o confronto, talvez "ready" eu não estarei
A consciência pesa sempre que vejo aquele cara "meu rei!"
Talvez os vírus sejam a solução para a caminhada
Eles se espalham e, de uma vez, acabam a escalada

Tal subida é uma farsa, bilhões e bilhões têm essa certeza
A única que temos nessa vida é que domingo tem cerveja
Bohemia, Bavária, Skol ou Brahma
Com um colarinho branco vou finalizar numa cama

Onde estão as vozes velozes dos violões?
Quero ouvir mais uma vez o som do vento
Será que o problema é o mal nos corações?
O clichê perdura a todo momento

Venderam nosso subsolo

(Gustavo Henrique de Mendonça Ferreira Filho)

Venderam nosso subsolo
Não sabemos o que fazer
Guarani será o próximo
Quando a água desaparecer

Eles disseram que iam lutar
Ao lado do povo estar
Mas agora são iguais aos outros
Dentro de esquemas tortos

Estrela do meu coração
Agora sufoca o pulmão
Uma ave finge querer ajudar
Pão e circo querem nos dar

Venderam nosso subsolo
Não sabemos o que fazer
Guarani será o próximo
Quando a água desaparecer

Prometeram 5 mudanças
As 7 esferas dão mais esperanças
O Dragão teria dificuldade
Em acabar com tanta barbaridade

Pais, protejam seus filhos
Se não vão ficar iguais aos índios:
Donos da terra, donos de nada
Nem de seu solo, nem de seu subsolo

Venderam nosso subsolo
Não sabemos o que fazer
Guarani será o próximo
Quando a água desaparecer